Postado Por : Lucas Rodrigues quarta-feira, 31 de julho de 2013


    Que o primeiro semestre deste ano foi do R&B, ninguém mais duvida, não é a toa que eu mesmo já me cansei de afirmar isso em várias publicações do Play It And Listen, por isso que o número de artistas do gênero retornando esse ano é tão grande, quem dirá outros que mudaram sua sonoridade para se adequar a essa nova moda. Mas dentre muitos grandes cantores (as) deste gênero que lançaram trabalhos no semestre passado, nenhum foi tão pouco esperado e até mesmo vangloriado quanto Robin Thicke. Isso com o lançamento de apenas um único projeto, um projeto tão simples que chega ser inacreditável admitir que "Blurred Lines", first single do disco de mesmo nome, quebrou um dos maiores recordes da história da música: o de maior audiência nas rádios americanas com 256 milhões de ouvintes. O antigo dono desse posto foi "We Belong Together", 2005, de Mariah Carey com 255 milhões. A música até pode ser boa, mas o que tornou ainda mais ilusório esse futuro sucesso foi que "Blurred Lines" só conseguiu atenção após ter a versão explícita de seu clipe censurada do Youtube, com exato 1 mês de lançamento dele, 20/03. Desde então essa faixa só cresce, logo as expectativas para o seu novo disco seriam das melhores, porém não é isso que é visto no 7º álbum do cantor.

    Ao colocar o "Blurred Lines" nós só podemos esperar uma coisa: o mesmo R&B divertido e malicioso encontrado na faixa que abre os trabalhos de divulgações do mesmo. Não podemos dizer de uma vez que o disco é bom, ou até mesmo horrível, porque ele é complexo. Não é novidade para ninguém que Robin foi lançado esse ano para competir com outro artista que decidiu se aventurar no gênero, sendo ele conhecido como príncipe do pop. Se não, fizeram bem. Se sim, erraram feio na tentativa de colocar Thicke para disputar as paradas de sucesso com alguém que conseguiu criar uma personalidade musical de início com o first single. E não é preciso ser um especialista para se ter essa impressão.

    Com todas essas críticas, que não vem apenas deste blog, mas de vários veículos especializados, como o Metacritic, que deu a nota 58 para o álbum com a classificação amarela, que significa médio ou ruim. O que também não é bem assim. Por mais que o disco tenha erros grotescos, ele tem músicas dignas de um sucesso no mínimo moderado.

Conclusão: Quero deixar claro que o "Blurred Lines" não é o pior disco do ano, porém ele dificilmente conseguiria um lugar na lista de melhores discos de 2013. O motivo? O simples fato de que sua gravadora o lançou para competir com Justin Timberlake. O sucesso da música que dá título ao álbum apenas serviu como um criador de expectativas para o disco, que por final se torna um grande decepção. Misturando um R&B fraco com faixas totalmente eletrônicas que fogem completamente da sonoridade de Robin Thicke, principalmente de suas influências (Michael Jackson, Prince e outros). Não podemos dizer que o first single é o motivo para essa decepção, já que ela em sozinha já é duvidosa. O título que esta música ganhou é muito duvidoso! Temos que ficar ligados nos charts para acompanhar essa faixa, já que do mesmo modo que muitos não saibam o porque "Blurred Lines" se tornou tão grande, muitos também gostam dela e fazem questão de se jogar na vibe da música viciante que contém os "gritinhos" de Pharrell. Estamos falando de um disco "tecnicamente" ruim que contém um dos maiores hits dos últimos tempos, atual grande inimigo dos lançamentos das próximas semanas: Lady Gaga, Katy Perry, Avicii, Justin Timberlake, Macklemore & Ryan Lewis e outros.

Nota: 5,5 / 10
  

{ 1 comentários }

  1. ''UUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUUH''pharrell passou por aqui

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